O regresso do processo Casa Pia
O dia de ontem foi marcado pelo regresso do processo Casa Pia aos meios de comunicação social. Como seria de prever, os blocos informativos dos canais generalistas foram, em grande parte, direccionados para este “novo” acontecimento.
Já nos dias precedente se haviam mobilizado os meios para a cobertura do processo. A SIC e a TVI chegaram mesmo a alugar varandas de edifícios em frente ao tribunal da Boa Hora, enquanto que a estação pública resolveu instalar na rua os seus carros de exterior, de modo a captar as melhores imagens relativas ao processo.
De facto, a RTP é das estações televisivas a que pretende manter um certo distanciamento, dando uma cobertura mais superficial e decidindo não interromper a emissão normal, a não ser em caso de necessidade extrema. O mesmo não se pode dizer das restantes emissoras. No que diz respeito à SIC, esta destacou para o local um elevado número de jornalistas (7 no total, contra os 3 da RTP) e prometeu uma emissão alargada sobre o assunto. Quanto à TVI, esta indicou 5 jornalistas e 3 operadores de câmara e afirma que a emissão será interrompida sempre que considerarem necessário.
Todo o destaque dado ao assunto pode ser explicado pelas declarações de José Maria Martins, advogado de Carlos Silvino, que afirma que “os portugueses têm vivido este processo com muita intensidade”, de tal modo que começaram a acorrer à Boa Hora por volta das 6 da manhã, quando o julgamento iria apenas iniciar-se depois das 10h30.
Afinal, como dizia o director de uma cadeia de televisão alemã, “devemos oferecer às pessoas o que elas querem”.

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