ETA volta a atacar
O dia da comemoração do 26º aniversário da Constituição Espanhola, 6 de Dezembro, foi marcado pela explosão de sete bombas de fraca potência no território espanhol. Cinco pessoas ficaram feridas, entre as quais dois polícias.
As explosões ocorreram pelas 13h30 (12h30 em Portugal), em sete cidades espanholas: Ávila, Valladolid, Léon e Santillana del Mar a norte; Ciudad Real no centro; e Málaga e Alicante a sul do país.
Menos de uma hora antes das detonações, o diário basco “Gara” recebia dois telefonemas, de um porta-voz da ETA, indicando o local exacto e a hora das explosões. As autoridades espanholas foram alertadas e, segundo o Ministério do Interior, cerca de meia hora depois, haviam procedido à evacuação das várias ruas, praças e parques de estacionamento das cidades visadas.
Este método de pré-aviso é usado com frequência pelo movimento separatista basco. De facto, apenas dois dias antes, no sábado, haviam deflagrado outras cinco bombas em estações de serviço situadas nos arredores de Madrid, e também neste caso um aviso foi emitido pouco antes das explosões.
Em declarações prestadas nas Cortes espanholas, onde seguiam as comemorações do aniversário da Constituição, o Primeiro-ministro espanhol, José Luís Zapatero afirma que “a ETA sabe que o Estado de Direito, a democracia, é, tem sido e será, muito mais forte do que qualquer intenção de mudar as regras através da violência”.
É de notar que esta sucessão de ataques acontece pouco tempo depois das declarações, por parte das autoridades espanholas, de que a organização estaria extremamente fragilizada após as detenções de dois dos seus líderes, em Outubro passado.

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