sábado, dezembro 04, 2004

Ilegalidades conduzem a nova votação na Ucrânia.

Após a controvérsia provocada pela suspeita de irregularidades no acto eleitoral da Ucrânia, o Supremo Tribunal decidiu anular a segunda volta das eleições.
Segundo Ruslan Kniasievich, da Comissão Eleitoral Central da Ucrânia, um milhão de votos terão sido adicionados aos das urnas, após o fecho das mesmas. Kniasievich aponta como provável origem das falsificações o sistema electrónico de contagem. “Os códigos electrónicos de acesso ao escrutínio estavam nas mãos de certas forças. Esses códigos desapareceram um dia antes da votação e foram entregues não se sabe a quem”.
Devido à comprovação das várias ilegalidades, foi ordenada a realização de uma nova segunda volta. A notícia foi considerada uma vitória quer por Iuchtchenko (líder da oposição), quer por grande parte da população. Quem não ficou tão satisfeito foi Leonid Kutchma (presidente cessante da Ucrânia) que, assim como Vladimir Putin, se havia mostrado a favor da realização de novas eleições presidenciais, e não apenas da repetição da segunda volta.
Iuchtchenko e Kutchma concordam, no entanto, numa coisa: a realização do novo escrutínio deve ser executada o mais breve possível, uma vez que, como afirma Kutchma, “não podemos deixar que as coisas se arrastem”. A realização da segunda volta tem data marcada para 26 de Dezembro, de acordo com o Supremo Tribunal da Ucrânia.

Fonte: SIC e Público