Maremoto devasta Sudeste asiático
No passado domingo, ao largo da ilha de Sumatra, Indonésia, o fundo do mar tremeu, provocando ondas gigantes, as denominadas tsunamis.
As enormes vagas atingiram as costas asiática e africana, provocando a destruição em vários países. Os mais atingidos foram a Indonésia (mais de 80 mil mortos) e o Sri Lanka (cerca de 29 mil), seguidos pela Índia, Tailândia, Birmânia e Maldivas. As águas atingiram ainda o outro lado do oceano Índico, provocando várias vítimas na Somália, Tanzânia e Quénia.
Está confirmadas a morte de mais de 125 mil pessoas, mas calcula-se que o número de mortos possas ultrapassar largamente os cem mil. Os corpos amontoam-se nas ruas e a possibilidade do surgimento de doenças e epidemias paira no ar. Não existe tempo para a realização de cerimónias fúnebres, e como tal os cadáveres são colocados em valas comuns ou incinerados em massa.
Sendo grande parte dos países atingidos, paraísos turísticos, existe um elevado número de vítimas estrangeiras. De facto, na região de Khao Lak, um destino turístico por excelência, as autoridades tailandesas acreditam que, por cada tailandês morto, dois estrangeiros terão perdido a vida.
Muitos são os que procuram familiares e amigos entre as dezenas de milhares de desaparecidos. Dirigem-se não só às morgues improvisadas como às equipas de resgate, porém, a existência de vilas inteiras cobertas de lama e de locais de destruição total dificultam o trabalho destas equipas e reduzem a possibilidade de encontrar sobreviventes.
Para auxiliar os que do outro lado do mundo tentam saber notícias dos turistas que se encontravam nos locais da tragédia, vários canais noticiosos, como a BBC, CNN e SkyNews, procederam à disponibilização dos seus sites para a colocação de pedidos de ajuda que possibilitem quaisquer informações relativas ao paradeiro dos seus familiares. A maioria permanece sem resposta, mas, mesmo assim, existem alguns casos de sucesso.
No que diz respeito aos portugueses que se encontravam nas zonas atingidas pela catástrofe, oito encontram-se desaparecidos e 22 permanecem incontactáveis. Foi avançada, pela agência Reuters, a existência da morte de um português, porém tal notícia não foi confirmada pelo governo.
A ajuda internacional já se faz sentir, proveniente de todas as partes do mundo, no entanto, a existência de estradas bloqueadas ou destruídas impedem a sua rápida actuação. Reina um sentimento de impotência quer por parte dos socorristas, quer por parte das próprias autoridades. "Fiquei devastado ao ver as testemunhas, as mortes e a destruição", afirmou o Presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono.

1 Comments:
Sem dúvida nenhuma que o que aconteceu foi muito triste.
Publicar um comentário
<< Home