Sequestro em Atenas termina sem vítimas mortais
Terminou, finalmente, o sequestro de 23 passageiros, por parte de dois homens armados, nos arredores da capital grega. Os reféns permaneceram retidos num autocarro durante cerca de 18 horas.
Cerca das seis da manhã de quinta-feira (hora local), dois homens armados, presumivelmente de origem albanesa, apoderaram-se de um autocarro, exigindo um milhão de euros de resgate e transporte para o aeroporto de Atenas, onde pretendiam apanhar um avião com destino à Rússia. “Queremos ir para a ir para a Rússia, queremos ir para o aeroporto”, afirmou um dos sequestradores a uma estação de rádio privada grega.
A 15 quilómetros do local do sequestro, o autocarro foi interceptado pela polícia, que manteve um perímetro de segurança em redor do mesmo. Suspeitava-se da existência de granadas e de uma metralhadora a bordo do veículo dos serviços públicos de transporte grego. Os sequestradores ameaçaram fazer explodir o autocarro caso a polícia não abandonasse a local.
Finalmente, após cerca de 18 horas de sequestro, os últimos reféns, que haviam sido mantidos sem água ou alimentos por uma boa parte do tempo, foram libertados. Os sequestradores renderam-se e, mal o último refém foi libertado, a polícia entrou no autocarro para se certificar que não estavam mais civis no interior.
Numa primeira observação acerca do sequestro, Maria Bossi, especialista grega em questões de terrorismo considera que os dois raptores não eram “manifestamente terroristas ou membros de uma organização de crime organizado, uma vez que não demonstraram uma atitude de profissionais". Bossi refere que os dois homens não se portaram como “profissionais”, pelo contrário agiram como “pessoas desesperadas”.
Esta não é uma situação invulgar na Grécia, de facto, nos últimos cinco anos, este país foi já foi palco de mais três tomadas de reféns em autocarros. Porém, pode dizer-se que esta situação teve um melhor desfecho do que as restantes, não se verificando vitimas mortais ou feridos graves.

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