segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Atentado em Iraque provoca 101 mortos

101 Pessoas morreram e 133 ficaram feridas no atentado que ocorreu esta manhã perto de uma clínica na cidade de Hilla, Iraque. O atentado foi perpetrado com um carro armadilhado, que explodiu por volta das 09:30 (hora local), naquela que é considerada uma das zonas mais movimentadas da cidade.

A concentração de um maior número de pessoas hoje naquela zona deveu-se ao facto de muita gente se ter deslocado à clínica para se submeter a exames médicos, com o intuito de conseguir emprego na função pública e, de alguns populares se encontrarem a fazer compras num mercado existente na área.

Este atentado já foi classificado pelo vice-governador da província, Ali Hassun, como “um dos crimes mais hediondo cometidos na cidade”.

Fonte: SIC

sábado, fevereiro 26, 2005

Papa João Paulo II sujeito a intervenção cirúrgica

João Paulo II, de 84 anos, sofreu uma recaída da gripe que já o havia levado ao hospital no início do mês. Após apresentar sinais de insuficiência respiratória, foi, na passada quinta feira, sujeito a uma traqueotomia. Segundo o porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro Valls, “a intervenção decorreu e terminou de forma satisfatória”.

Num comunicado do Vaticano, o regresso ao hospital teria como finalidade uma “assistência especializada e a realização de novos exames”. Porém, o Papa acabou por ser submetido a uma traqueotomia, de forma a resolver os seus problemas respiratórios. A intervenção cirúrgica é considerada relativamente simples e apenas comporta o risco de infecções pós-operatórias.
Em declarações, Rodolfo Proietti, chefe do serviço de urgências do Hospital de Gemelli, em Roma, onde o Papa se encontra internado, afirma que a recuperação se revela “regular”. O Sumo Pontífice encontra-se, como seria de esperar, impossibilitado de falar mas respira já sem a ajuda de sistemas de suporte.
Por todo o mundo, milhares de pessoas mostram-se solidárias, dedicando parte das suas orações ao mais alto representante da Igreja Católica.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Partido Socialista obtém vitória histórica

O partido Socialista venceu as eleições legislativas de ontem com 45,05 % dos votos atingindo, assim, uma maioria absoluta histórica. A maior derrota de sempre foi sofrida pelo PSD que ficou em segundo lugar na contagem dos votos, conseguindo obter apenas 28 % dos votos. O PSD vê reduzido dessa forma o número de deputados de 102 para 72 enquanto que o Partido Socialista conseguiu eleger 120 dos 230 deputados da assembleia da república.
A CDU voltou a ocupar o lugar da terceira força partidária nacional ao alcançar 7,57 % dos votos, o que se traduz na eleição de 14 deputados. O CDS/PP não foi além dos 7,26 %, com 12 deputados, passando agora a posicionar-se como a quarta força política.
O bloco de esquerda conseguiu 6,4 % dos votos aumentando o número de deputados de 3 para 8, contudo, não conseguiu atingir o objectivo proposto que era a de evitar a maioria absoluta do PS.
A noite eleitoral não foi só marcada pela obtenção da maioria absoluta do PS mas também por decisões importantes de alguns líderes partidários. Com efeito, após a publicação dos resultados as reacções não se fizeram a esperar. Santana Lopes convocou um congresso extraordinário do partido, entretanto, não deixou claro se vai ou não disputar a liderança do PSD nesse congresso. Por seu lado, Paulo Portas, o líder do CDS/PP, foi mais categórico e esclarecedor no seu discurso anunciando a sua demissão do cargo e a convocação do congresso extraordinário.
No seu discurso de vitória José Sócrates, disse que” encara a vitória com humildade e sentido de responsabilidade”, fazendo alusão ao facto de agora terem o maior número de deputados que, contudo, não vai fazer com que “desvalorizem os mais pequenos”. O partido Socialista venceu em todo os círculos eleitorais do continente com excepção de Leiria e da Madeira onde venceu o PSD.
As eleições legislativas de 20 de Fevereiro ficaram assim marcadas pela vitória da esquerda consumada na maioria absoluta do PS, e pela perda de um largo número de eleitores da parte do PSD em relação às legislativas anteriores.

Fonte:
sic

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Radicais põem em risco cessar-fogo no Médio Oriente

Cessar-fogo anunciado pelos líderes palestiniano e israelita é posto em causa por movimentos radicais. Hamas não reconhece acordo.

Na passada terça-feira, o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmud Abbas e o primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, encontraram-se em Charm el-Cheikh, no Egipto, para mais uma cimeira israelo-palestiniana. Resultado: a confirmação de um cessar-fogo e a suspensão de todas as operações militares e actos de violência.
Em declarações, Mahmud Abbas afirma que este acordo “é apenas o início de um processo”. Segundo o líder da ANP, nesta cimeira foram discutidas questões como “os colonatos judeus nos territórios palestinianos, a libertação de prisioneiros e o muro” de separação na Cisjordânia. Por sua vez, Ariel Sharon espera que este acordo represente “uma nova era de calma e esperança”.
No entanto, este clima de esperança foi fortemente ameaçado. Cerca de duas horas depois das declarações, o porta-voz do movimento radical palestiniano Hamas, Muchir Al-Masri, afirmou não reconhecer o acordo de cessar-fogo, uma vez que este “apenas exprime a posição da ANP e não a dos movimentos radicais palestinianos”.
Esta reacção por parte dos radicalistas vem ensombrar os rostos dos mais optimistas e pode pôr em causa todo o processo de paz numa terra com um largo historial de promessas quebradas e de acordos desfeitos.