China cede perante pressões da UE e dos Estados Unidos
O governo chinês anunciou hoje o aumento das tarifas de exportação sobre 74 categorias de produtos têxteis, que deverá entrar em vigor a partir do início do mês de junho.
Este aumento representa um crescimento 4 vezes superior ao valor da taxa de exportação actual para a maior parte dos produtos, e surge um dia depois do Ministro do Comércio chinês ter anunciado que a exportação dos têxteis não seria reduzida se dependesse da China.
Na origem desta decisão está as pressões exercidas pela União Europeia e pelos Estados Unidos que ameaçavam aplicar medidas proteccionistas. Nos últimos dias os EUA avançou com uma imposição de quotas sobre um total de sete categorias de produtos têxteis chineses, e a UE começou a acelerar o processo que posteriormente poderá levar à imposição de quotas.
Preocupados com a invasão dos produtos provenientes da China e da instabilidade provocada pela diferença de preços em relação à concorrência nos vários mercados, os países decidiram accionar as limitações previstas nas cláusulas de adesão da China à organização mundial do comércio. À luz deste acordo, os parceiros comerciais da China podem avançar com medidas de salvaguarda, caso se prove que os têxteis Chineses estão a provocar instabilidade nos mercados do destino.
Desde Janeiro deste ano que a China tem estado a cobrar tarifas sobre um total de 148 artigos da qual fazem parte os 74 cujo aumento foi anunciado hoje pelo Ministro das finanças da China
FOnte: SIC
